Obesidade

Obesidade é preocupação Mundial

Hoje, 12% da população mundial é considerada obesa. A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um importante problema de saúde pública, afetando crianças, adolescentes e adultos. É a causa de morte de 2,8 milhões de pessoas por ano.

Isso se dá devido a hábitos alimentares errados com o consumo exagerado de produtos industrializados, sedentarismo e estresse que causam ansiedade e distúrbios como a compulsão alimentar. Alguns programas de governo são pensados no intuito de combater a epidemia, mas o mais importante é que os governantes precisam entender que o “lucro” obtido pelas industrias alimentícias com a super produção de carboidratos e doces (biscoitos , massas , pães , sorvetes , etc) é totalmente anulado pela imensa massa de pessoas que adoecem e gastam muito dinheiro para se tratar da consequência de comer todo esse lixo. Alimentos com gordura hidrogenada maior que 0,5% devem ser proibidos de serem fabricados, vendidos e consumidos. As cantinas escolares e a cesta básica não podem conter um percentual tão alto de carboidratos, pois a população mais carente (classes D e E) e as crianças, são as que mais adoecem devido a este tipo de alimentação.

Estudos mostram que a obesidade tem que ser uma preocupação desde a gestação. Uma recente pesquisa científica comprovou que a alimentação da mãe durante a gravidez pode determinar se o bebê será obeso ou não, na infância e na vida adulta. A obesidade deve ser evitada desde a gestação, já no pré-natal, com uma orientação nutricional ativa e coerente com a drástica redução de carboidratos e gorduras hidrogenadas e saturadas, além de uma programação de exercícios diários .

Várias são as novidades nos tratamento da obesidade. Uma das mais importantes atualmente é a que se refere ao mapeamento genético pelo exame da saliva. O conhecimento do genótipo de um individuo determina quais são as características alimentares presentes nele e com isso, antes que uma doença se instale, um programa de dieta e exercícios genótipo específicos pode e deve ser traçado.

O uso de medicações são fundamentais para a redução da compulsão alimentar e a diminuição da resistência periférica à ação da insulina.

Hormônio e Obesidade

Pesquisas mostram que homens com níveis baixos de testosterona e que fazem a reposição hormonal podem apresentar perda de peso. Isso acontece por que ocorre uma melhor distribuição da gordura corporal, um aumento da massa muscular, maior disposição para a pratica de exercícios e para o sexo. Isso faz com que o corpo acabe gastando mais energia, consumindo um número maior de calorias.

Porém, a reposição hormonal de testosterona só pode ser realizada quando houver necessidade clinica real de fazê-lo. O tratamento de reposição hormonal deve ser acompanhado de uma dieta coerente com a perda de massa gorda, aumento da massa muscular, exercícios, aumento da ingestão de água, melhora da qualidade do sono. Atitudes clinicas que por si só levam ao controle efetivo da glicose, da insulina e da pressão arterial, bem como da redução do LDL, o mau colesterol.

As pesquisas sobre o tratamento da obesidade com utilização de hormônios sempre tropeçam em sua incapacidade de controlar da compulsão alimentar, que é um fenômeno organo-cerebral e que pode ser tratada através de agentes dopaminérgicos e serotoninérgicos. Depois do controle da compulsão, os hormônios podem ter seus papeis avaliados na ajuda da redução de massa gordurosa e aumento de massa magra, melhora da auto-estima, diminuição da ansiedade, levando ao emagrecimento.

Controlando a compulsão e o excesso de peso, o homem pode ter também os seus níveis de testosterona controlados já que o acúmulo de gordura abdominal reduz a produção de testosterona, pois começa a haver a conversão periférica nas células de gordura abdominal, através da ação da enzima AROMATASE acontece a conversão de Testosterona em estrógenos.

O que deve ser condenado na reposição hormonal é o uso recreativo e cosmético do hormônio. Fisiculturistas, adolescentes ávidos de autoafirmação através do físico, idosos mal orientados e outras vitimas da desinformação se expõem ao uso de hormônios como se isso fosse livre de efeitos colaterais graves, caso não haja uma necessidade clinica real.

Quem perde com isso são os pacientes que realmente necessitam do hormônio e os profissionais criteriosos que estudam e trabalham com hormônios diariamente. O critério para indicação de modulação hormonal deve ser : estado clinico, avaliação de como está a libido, humor, força muscular, massa muscular, massa gorda e sono do paciente. Deve-se fazer também os exames de saliva que medem a dosagem da fração bio-ativa dos hormônios e também exames de sangue com check-up hormonal total. Se com a aplicação destes critérios a conclusão for de fazer a reposição, essa decisão tem que ser respeitada, pois só o medico que examina o paciente, interage com ele e conhece seus exames, saberá determinar a necessidade ou não de fazê-lo.

Obesidade Masculina

O abdômen avantajado se tornou um motivo especial para a preocupação dos médicos no estudo da obesidade masculina. A gordura que se instala na barriga é chamada de visceral e se esconde entre órgãos como fígado e intestino. O homem pode se considerar obeso se seu IMC for superior a 30 e seu perímetro abdominal (linha do umbigo)for superior a 100 cm. Aliado a isso, se suas taxas de glicemia de jejum forem maior que 120 , hemoglobina glicada maior que 6 e LDL colesterol superior a 175, é um sinal de alerta máximo. É importante que se procure de imediato um médico para se iniciar um tratamento de reeducação alimentar aliado a exercícios físicos.

Muitas vezes, a obesidade é ocasionada pela compulsão alimentar oriunda da ansiedade. As células gordurosas localizadas na barriga produzem substâncias inflamatórias relacionadas a doenças cardiovasculares . Nas pessoas com cintura farta, existe a presença de farta gordura, ou seja, acusando a presença dessa gordura na circulação, onde fatalmente iremos encontrar a presença das moléculas de LDL, o colesterol ruim. Através desse cenário pode se dar origem aos infartos e derrames.

As principais consequências da obesidade masculina são AVC, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, impotência sexual entre outras.. além de problemas emocionais como baixa alto estima , frustração e depressão.

Em geral os homens são levados aos consultórios médicos pelas mulheres ou motivados pela complicação de saúde de um amigo próximo. A atitude médica deve ser sempre preventiva. Controlar a ansiedade e a compulsão alimentar oriunda desta ansiedade é o mais importante, porém, na maioria dos casos, os pacientes já chegam com alterações típicas da síndrome metabólica com resistência insulínica, gerando alta da glicemia (diabetes tipo 2), hipertensão, dores nas costas, diminuição da potência sexual. Nesses casos cabe ao médico orientar o paciente de forma responsável e criteriosa para que o mesmo possa desenvolver seu tratamento de forma consciente, procurando obter um resultado mais saudável e objetivando uma melhor qualidade de vida. O paciente precisa entender que a obesidade, gordura abdominal gera graves riscos ‘a saúde de um modo geral.

Pelo menos duas vezes ao ano, o homem deve realizar um check up ou sempre que a fita métrica acusar abdômen maior que 96. Toda vez que níveis sanguíneos de colesterol , glicemia , acido úrico estiverem com alterações procure um médico e solicite o seu exame!