Libido Feminina

Falta de apetite sexual atinge mais de um terço das mulheres do planeta

folder_dispostaA baixa da libido atinge 35% da população feminina mundial com idade entre 30 e 65 anos. Para detectar as causas do problema, o primeiro passo é uma avaliação hormonal e neuro-hormonal ( que avaliam hormônios que agem no cérebro e influenciam o comportamento e o humor). Essa avaliação tem que ser acompanhada de outras para verificação de como estão os níveis sanguíneos de minerais e vitaminas.

Segundo estudos recentes, entre 15% e 20% das pacientes com baixa da libido respondem bem à terapia ortomolecular. Exames revelam que 45% dessas mulheres apresentam baixa de dopamina – um neurotransmissor encontrado em interseções nervosas. A novidade no tratamento de baixa da libido é o uso de bupropiona. Ministrada em baixa dosagem aumenta a concentração deste neurotransmissor e torna a mulher mais disposta ao sexo.

Já 15% dessas pacientes apresentam, junto com a pequena concentração de dopamina no organismo, uma leve baixa hormonal de testosterona. Nestes casos, o tratamento com géis transdérmicos de hormônios bio-idênticos está obtendo ótimos resultados.

Segundo o endocrinologista Tércio Rocha, é fundamental que a mulher faça atividades que combatam o estresse.

– É imprescindível que a paciente faça alguma atividade física – pode ser ginástica aeróbica, ioga, meditação. O importante é combater o estresse do dia-a-dia. O excesso de adrenalina provoca baixa da libido não só nas mulheres, mas nos homens também. Outros inimigos da libido são o tabagismo, a obesidade e o alcoolismo – diz o médico.

Já alguns alimentos contribuem para o aumento do apetite sexual. São difundidas “dietas do sexo”, com alimentos que municiam o corpo com vitaminas, proteínas e minerais relacionados à libido. Cápsulas ortomoleculares com estas substâncias já estão à venda em farmácias de manipulação.

Também há no mercado uma fórmula que associa uma composição de elementos ortomoleculares, fitoterápicos e alopáticos à bupropiona (comercialmente conhecida como Disposta ). Este composto Disposta foi considerada a grande novidade no Congresso Internacional de Sexologia e Disfunções Sexuais, realizado em São Paulo, ano passado. O produto promove um aumento da testosterona e dopamina no organismo. O tratamento exige acompanhamento médico, já que é preciso manter análise atualizada dos estados hormonal, nutricional e psíquico da paciente.